Mapa do Triângulo de Ilemi entre o Quênia, Sudão do Sul e Etiópia

Prensado entre o extremo noroeste do Quênia, o sudeste do Sudão do Sul e a fronteira sudoeste da Etiópia, existe um pedaço de terra árida de até 14.000 quilômetros quadrados — maior do que países como Catar, Jamaica ou Líbano — cuja demarcação oficial permanece uma incógnita cartográfica há mais de um século: o Triângulo de Ilemi.

Tratados vagos e linhas provisórias

A raiz do problema remonta ao tratado anglo-etíope de 1902, quando o imperador Menelik II da Etiópia e os britânicos traçaram uma linha descrita de forma ambígua na altura do Lago Turkana. Para acomodar as rotas de pastoreio dos nômades Turkana e Didinga, as autoridades coloniais desenharam sucessivas "linhas de patrulha" (Linha Maud de 1902, Linha Vermelha de 1931 e Linha Azul de 1938), mas nenhuma virou tratado internacional definitivo.

"Atualmente, o Quênia administra de fato todo o território, mas o governo de Juba, no Sudão do Sul, reivindica o triângulo com base nos mapas coloniais de 1914, transformando a região em uma das fronteiras cinzentas mais tensas da África."

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