A cidade de Longyearbyen em Svalbard cercada por montanhas árticas cobertas de neve

A meio caminho entre o norte da Noruega e o Polo Norte geográfico repousa o arquipélago gelado de Svalbard. Com cerca de 3.000 habitantes humanos (e quase 3.000 ursos polares), essas ilhas abrigam uma das maiores peculiaridades jurídicas do direito internacional.

O Tratado de Spitsbergen de 1920

Após a Primeira Guerra Mundial, as potências mundiais assinaram o Tratado de Svalbard. O documento reconheceu a soberania formal da Noruega sobre as ilhas, mas com uma condição inédita:

  • O território é totalmente desmilitarizado (proibido bases navais ou fortificações).
  • Cidadãos de qualquer um dos 46 países signatários (incluindo Rússia, EUA, Índia e Japão) têm o direito irrevogável de entrar, morar, abrir empresas e minerar recursos sem qualquer exigência de visto de imigração ou permissão de trabalho do governo norueguês.
"Por causa desse tratado, a Rússia mantém até hoje sua própria cidade mineradora ativa dentro de Svalbard: Barentsburg, com estátua de Lenin, operários russos e rublos circulando em pleno território soberano da Noruega."

O Cofre do Juízo Final

Nas entranhas das montanhas de permafrost de Longyearbyen fica o Svalbard Global Seed Vault (Cofre Global de Sementes). Ele guarda mais de 1,2 milhão de amostras de sementes agrícolas de quase todas as nações do planeta, protegido contra guerras nucleares e quedas de asteroides para garantir o futuro alimentar da humanidade.

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