Imagem de satélite do Estreito de Bering separando a Península de Chukotka na Rússia do Cabo Príncipe de Gales no Alasca

Nos mapas-múndis tradicionais centrados no meridiano de Greenwich, os Estados Unidos e a Rússia parecem repousar em extremos opostos do universo. Mas se você girar o globo até o Círculo Polar Ártico, descobrirá que apenas 82 quilômetros de água rasa separam a América do Norte do continente asiático: o Estreito de Bering.

As Ilhas Diomedes: Apenas 3,8 km de distância

No meio do estreito repousam duas ilhas irmãs: a Diomedes Maior (pertencente à Rússia) e a Diomedes Menor (pertencente aos EUA). Entre as duas existem apenas 3,8 quilômetros de água. No inverno polar rigoroso, o mar se congela em uma camada sólida de gelo que teoricamente permite caminhar entre as duas superpotências nucleares a pé.

O megatúnel transcontinental de US$ 100 bilhões

Desde os tempos do Czar Nicolau II em 1905, engenheiros e governos sonham com a construção de um megatúnel subaquático sob o Estreito de Bering. O projeto prevê uma conexão ferroviária e energética contínua de mais de 100 km, com parada intermediária nas ilhas Diomedes, permitindo que um trem de carga viaje ininterruptamente de Nova York ou Londres até Pequim.

"O obstáculo para o túnel não é a engenharia náutica, mas o vazio logístico: para conectar o estreito às malhas ferroviárias existentes, seriam necessários milhares de quilômetros de trilhos através do permafrost intocado da Sibéria e do Alasca."

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